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Garotos inventando Chaplin
Bonecas de porcelana viram meninas
Sonhos amarelados pelo tempo
Iluminando a peça as borboletas
Crianças fascinadas
Cantos inocentes
De uma Terra Inventada
Desenhos reais de bailarinas
Sob as pontas dos pés
Girando, girando...
Graciosamente girando
Tanta beleza, tanto amor a arte
Tanto... que se sorria
Se sorria sem saber o porque
Tanto encanto me encantou
Que até eu...
Eu que boneca nunca fui
Trajei-me de pura delicadeza
E então:
Embalada por tamanha liberdade flutuei
Sob o palco, esboçada eu
Levada pela doce melodia triste
Encontrei-te os olhos perdidos
Seguindo-me de cima embaixo
Me pegastes nas mãos
Me levastes pela cintura
Me amastes dançando
Éramos nos dois fazendo histórias
Fantasiando romances
Coube a tua boca
O paradeiro da minha
Éramos a letra e a música
A canção toda unificada
Percebíamos de relance
A platéia toda esboçada sobre
Um sorriso único
Uma esplêndida felicidade
Rodávamos,dançávamos...
Sustentando todo o tempo perdido
Num breve espaço
Sustentávamos em olhares profundos
Rodávamos,dançávamos
Amei-o por toda imaginação
Enviado por Rosecler
Poema feito pela minha filha MARCELLE
 
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