Inda, da vida, tanta coisa quero,
Pois enquanto vivermos há desejos,
Há sonhos, esperanças e tanto almejos,
E os meus projetos realizar, espero.
Quero escrever mais versos de ternura;
Quero fazer poemas de esperança;
E otimismo deixar, em minha andança,
Por este mundo cheio de amargura.
O dia em que eu quiser não querer nada,
Serei apenas sombra projetada,
Na tela deste muito o que fazer.
Vou me sentir um ser triste e perdido,
Que veio à Terra só por ter nascido,
E que já morto está, sem perceber.
Sá de Freitas
http://sadefreitaspoesias.sites.uol.com.br/index.htm
 
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